A tecnologia abrange muitos aspectos de nossa vida cotidiana (será que algum fica fora?). Quando tentamos associar tecnologia com a cidade que vivemos talvez sobressaia a tentação de imaginarmos em redes wifi bancadas por ONGs, por grupos de pessoas que se unem livremente para tornar o acesso à internet livre ou mesmo patrocinado pelos nossos impostos em sistemas organizados pela prefeitura municipal. Ou talvez pensemos nas redes 3G e similares das operadoras de telefonia.
Mas não é da tecnologia de comunicação a que quero me dedicar neste momento. Voltemos para as bases: falo de energia elétrica, telefonia convencional, água tratada, redes de esgoto, asfalto, calçadas e arborização, além do sistema de trânsito e de limpeza urbana.
Todas as cidades fazem uso destes equipamentos e sistemas, necessários para que os mínimos confortos da vida contemporânea estejam presentes. Na minha opinião de nada adianta ter uma rede wifi de alta velocidade em cada canto da cidade se eu corro o risco de tropeçar a cada passo em pedras gigantes soltas ou mal colocadas da calçada correndo o risco de derrubar e destruir meu gadget (ou pior ainda quebrar o pescoço). Ou de afundar num calçada ôca, e me machucar.
Mas, o quê calçada tem a ver com a tecnologia? A calçada é uma intervenção no solo, logo é da alçada na engenharia civil. Requer implantação de sistema de drenagem, passagem para dutos de esgoto e coleta de água pluvial, água tratada, há técnicas de compactação de solo, fixação do pavimento, etc. Assim, não é algo assim tão trivial não. Há normas técnicas a serem seguidas. E talvez por isso, pela falta de pessoas com a devida qualificação técnica em especial na execução é que as calçadas de nosso Brasil talvez sejam tão mal elaboradas.
Aliás, me atendo ainda à questão da calçada, vocês sabiam que o responsável é o proprietário do imóvel? Não tem nada a ver com a prefeitura!
Bom, fechando mais uma introdução aos temas que gostaria de discutir através deste blog, relembro que a tecnologia está mais presente em nossas vidas que talvez possamos mesmo imaginar.
Assim, vamos discutir também a tecnologia na nossa cidade, no nosso dia-a-dia.
Alguma idéia sobre o assunto? Por favor, faça um comentário!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Quem gostou do iPad?
Estes dias, como todos soubemos, a Apple lançou o seu mais novo produto, um tablet a que chamou de iPad.

Não há dúvida que o design sedutor me fez ter imediatamente o impulso de visitar o site da Applestore e verificar a possibilidade de comprar o gadget deste imediatamente. Para mim é como lembrar do calorzão do verão e ter vontade de correr para a geladeira pegar uma Coca-Cola. Mesmo que hoje não esteja assim tão quente e que o melhor para matar a sede seja um copão de água gelada...
Mas, será que este tablet realmente tem utilidade, quer dizer, além da de deixar os que te vêem com o bicho de olho esticado e do prazer de manipular algo esteticamente tão interessante?
Eu fico com a impressão de que não. Já fui um fã de PDAs (Personal Digital Assistants) que se transformaram nos smartphones que muitos exibem por aí. E meu interesse começou com o Apple Newton. Bom, tive dois da linha Palm, desde um antigo Palm Pilot III dos anos noventa (com direito ao reconhecimento de escrita Grafit da geração 1) e um Palm Tungsten E (Grafit 2) que era colorido e que tinha um player de música que ainda acho que bate o meu iPod Touch. Depois comprei um Dell Axim x50 (Windows Mobile), que ainda funciona, e finalmente um iPod Touch que uso eventualmente.
A figura ao lado é um Apple Newton. Quando vi esta coisa maravilhosa (para a época, anos 90) pensei comigo: poxa, posso carregar uma calculadora, escrever meus textos, organizar minha agenda e meus telefones e carregar tudo comigo sempre!
Para resumir a minha impressão sobre estas máquinas: me diverti bastante tentando usá-las para fins diversos, alguns profissionais, outros nem tanto. Chego a conclusão que são ótimos para se ouvir música e fotos, mas alimentá-los com estes dados é outra história. Agenda, contatos, arquivos diversos? Perde-se tudo no sincronismo... assim como a paciência. Por isso não me deixei ainda seduzir pelos smartphones...
Bom, nessa época internet por estas bandas era ficção científica. Computador pessoal que prestasse era ficção científica. Celular..., telefone fixo... tudo ficção... mas aquela maquininha que permitiria escrita na tela e interação via touch-screen que permitiria deixar minha HP e minha agenda em casa e que traria a liberdade para escrever sem papel nem PC-AT por perto se transformou num desejo de consumo muito forte. Faltava apenas o $$, como se poderia imaginar.
Mas, os tempos são outros. Já não me deixo cegar (pelo menos por muito tempo) por estes gadgets. Eu me imagino com um iPAD em mãos. Um iPod Touch gigante? Acho que sim. Pesadinho só para se ficar ouvindo música (não cabe no bolso...). Apesar dos mais de 150 mil aplicativos da iTunes Store não me imagino nem atualizando minha agenda neste tijolo. Digitar um texto? Naquela tela plana touch-screen? Nem pensar.
Well, acho que o iPad não substitui um Netbook, mesmo o Steve Jobs dizendo que substitui. Acho que por muito tempo vou continuar é com o meu notebook mesmo...
E vocês, o que acham?
Não há dúvida que o design sedutor me fez ter imediatamente o impulso de visitar o site da Applestore e verificar a possibilidade de comprar o gadget deste imediatamente. Para mim é como lembrar do calorzão do verão e ter vontade de correr para a geladeira pegar uma Coca-Cola. Mesmo que hoje não esteja assim tão quente e que o melhor para matar a sede seja um copão de água gelada...
Mas, será que este tablet realmente tem utilidade, quer dizer, além da de deixar os que te vêem com o bicho de olho esticado e do prazer de manipular algo esteticamente tão interessante?
Eu fico com a impressão de que não. Já fui um fã de PDAs (Personal Digital Assistants) que se transformaram nos smartphones que muitos exibem por aí. E meu interesse começou com o Apple Newton. Bom, tive dois da linha Palm, desde um antigo Palm Pilot III dos anos noventa (com direito ao reconhecimento de escrita Grafit da geração 1) e um Palm Tungsten E (Grafit 2) que era colorido e que tinha um player de música que ainda acho que bate o meu iPod Touch. Depois comprei um Dell Axim x50 (Windows Mobile), que ainda funciona, e finalmente um iPod Touch que uso eventualmente.
A figura ao lado é um Apple Newton. Quando vi esta coisa maravilhosa (para a época, anos 90) pensei comigo: poxa, posso carregar uma calculadora, escrever meus textos, organizar minha agenda e meus telefones e carregar tudo comigo sempre! Para resumir a minha impressão sobre estas máquinas: me diverti bastante tentando usá-las para fins diversos, alguns profissionais, outros nem tanto. Chego a conclusão que são ótimos para se ouvir música e fotos, mas alimentá-los com estes dados é outra história. Agenda, contatos, arquivos diversos? Perde-se tudo no sincronismo... assim como a paciência. Por isso não me deixei ainda seduzir pelos smartphones...
Bom, nessa época internet por estas bandas era ficção científica. Computador pessoal que prestasse era ficção científica. Celular..., telefone fixo... tudo ficção... mas aquela maquininha que permitiria escrita na tela e interação via touch-screen que permitiria deixar minha HP e minha agenda em casa e que traria a liberdade para escrever sem papel nem PC-AT por perto se transformou num desejo de consumo muito forte. Faltava apenas o $$, como se poderia imaginar.
Mas, os tempos são outros. Já não me deixo cegar (pelo menos por muito tempo) por estes gadgets. Eu me imagino com um iPAD em mãos. Um iPod Touch gigante? Acho que sim. Pesadinho só para se ficar ouvindo música (não cabe no bolso...). Apesar dos mais de 150 mil aplicativos da iTunes Store não me imagino nem atualizando minha agenda neste tijolo. Digitar um texto? Naquela tela plana touch-screen? Nem pensar.
Well, acho que o iPad não substitui um Netbook, mesmo o Steve Jobs dizendo que substitui. Acho que por muito tempo vou continuar é com o meu notebook mesmo...
E vocês, o que acham?
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Assistive Tecnology - Introdução
Eu tenho um particular interesse nas tecnologias voltadas para integração tanto ao trabalho quanto à vida social de pessoas portadoras de deficiências.

Para ser formal, vamos a uma definição de "DEFICIÊNCIA". O artigo 4º do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, considera pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias:
-Física
-Auditiva
-Visual
-Mental
-Múltipla
A deficiência física é caracterizada por comprometimento que impede ou dificulta o uso de pelo menos alguma parte do corpo.
As deficiências auditiva, visual e mental se definem por si só; a deficiência múltipla é definida como a resultante de mais de um tipo de deficiência em uma mesma pessoa.
Após esta rápida introdução ao assunto vou apresentar um pouco sobre o que existe de tecnologia para auxiliar os portadores no seu dia-a-dia de trabalho e na sua vida social.
Até breve.

Para ser formal, vamos a uma definição de "DEFICIÊNCIA". O artigo 4º do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, considera pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias:
-Física
-Auditiva
-Visual
-Mental
-Múltipla
A deficiência física é caracterizada por comprometimento que impede ou dificulta o uso de pelo menos alguma parte do corpo.
As deficiências auditiva, visual e mental se definem por si só; a deficiência múltipla é definida como a resultante de mais de um tipo de deficiência em uma mesma pessoa.
Após esta rápida introdução ao assunto vou apresentar um pouco sobre o que existe de tecnologia para auxiliar os portadores no seu dia-a-dia de trabalho e na sua vida social.
Até breve.
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