segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Quem gostou do iPad?

Estes dias, como todos soubemos, a Apple lançou o seu mais novo produto, um tablet a que chamou de iPad.



Não há dúvida que o design sedutor me fez ter imediatamente o impulso de visitar o site da Applestore e verificar a possibilidade de comprar o gadget deste imediatamente. Para mim é como lembrar do calorzão do verão e ter vontade de correr para a geladeira pegar uma Coca-Cola. Mesmo que hoje não esteja assim tão quente e que o melhor para matar a sede seja um copão de água gelada...

Mas, será que este tablet realmente tem utilidade, quer dizer, além da de deixar os que te vêem com o bicho de olho esticado e do prazer de manipular algo esteticamente tão interessante?

Eu fico com a impressão de que não. Já fui um fã de PDAs (Personal Digital Assistants) que se transformaram nos smartphones que muitos exibem por aí. E meu interesse começou com o Apple Newton. Bom, tive dois da linha Palm, desde um antigo Palm Pilot III dos anos noventa (com direito ao reconhecimento de escrita Grafit da geração 1) e um Palm Tungsten E (Grafit 2) que era colorido e que tinha um player de música que ainda acho que bate o meu iPod Touch. Depois comprei um Dell Axim x50 (Windows Mobile), que ainda funciona, e finalmente um iPod Touch que uso eventualmente.

A figura ao lado é um Apple Newton. Quando vi esta coisa maravilhosa (para a época, anos 90) pensei comigo: poxa, posso carregar uma calculadora, escrever meus textos, organizar minha agenda e meus telefones e carregar tudo comigo sempre!

Para resumir a minha impressão sobre estas máquinas: me diverti bastante tentando usá-las para fins diversos, alguns profissionais, outros nem tanto. Chego a conclusão que são ótimos para se ouvir música e fotos, mas alimentá-los com estes dados é outra história. Agenda, contatos, arquivos diversos? Perde-se tudo no sincronismo... assim como a paciência. Por isso não me deixei ainda seduzir pelos smartphones...

Bom, nessa época internet por estas bandas era ficção científica. Computador pessoal que prestasse era ficção científica. Celular..., telefone fixo... tudo ficção... mas aquela maquininha que permitiria escrita na tela e interação via touch-screen que permitiria deixar minha HP e minha agenda em casa e que traria a liberdade para escrever sem papel nem PC-AT por perto se transformou num desejo de consumo muito forte. Faltava apenas o $$, como se poderia imaginar.

Mas, os tempos são outros. Já não me deixo cegar (pelo menos por muito tempo) por estes gadgets. Eu me imagino com um iPAD em mãos. Um iPod Touch gigante? Acho que sim. Pesadinho só para se ficar ouvindo música (não cabe no bolso...). Apesar dos mais de 150 mil aplicativos da iTunes Store não me imagino nem atualizando minha agenda neste tijolo. Digitar um texto? Naquela tela plana touch-screen? Nem pensar.

Well, acho que o iPad não substitui um Netbook, mesmo o Steve Jobs dizendo que substitui. Acho que por muito tempo vou continuar é com o meu notebook mesmo...

E vocês, o que acham?

3 comentários:

  1. Ele não é multitarefa. Só isso já enterra pra mim.

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  2. Não consigo parar de rir imaginando alguém carregando o trambolho só para ouvir música. Hilário!

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  3. Notícia de hoje: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI4372410-EI4799,00-Apple+esta+preparando+iPad+Mini+diz+jornal.html

    Na hora que li, só consegui pensar "seria ele o iphone?"

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